Esse ano, depois de muito tempo sem tirar férias, resolvi que iria viajar de qualquer jeito e o destino escolhido foi: PERU
Logo que decidi por esse destino me preocupei com a altitude, afinal falam tanto sobre o mal da altitude que atinge boa parte dos turistas que fiquei morrendo de medo de passar mal na viagem. Depois de muito pesquisar encontrei algumas dicas e resolvi seguir. Para aqueles que planejam visitar o Peru eu passo as mesmas recomendações.
1) Organize sua viagem para diminuir o impacto. Como moro em uma cidade que está ao nível do mar começei por Lima, depois fui para o Vale Sagrado e Machu Picchu, depois para Cuzco, em seguida para Puno e depois para Arequipa.
2) Me recomendaram alguns remédios naturais como o Gengibre, o Ginko. Eu comprei no Mundo Verde o e começei a tomar alguns dias antes da viagem
Começamos nossa viagem em Lima, é uma cidade muito bonita…
Depois pegamos um avião para Cuzco e quando chegamos seguimos direto para o Vale Sagrado. Quando pousamos em Cuzco, assim que saí do avião senti logo o impacto da altitude, foi como se um peso tivesse sido jogado em cima de mim, fiquei um pouco tonta mas passou uns 15 minutos depois. No Vale Sagrado ficamos em Ollantaytambo, e tenho que dizer que depois de visitar Urubamba e Pisac (as outras duas cidades do Vale Sagrado onde os turistas normalmente ficam) tive a certeza que escolhemos o lugar certo.
Ollantaytambo é uma pacata vila, menor que Urubamba e Pisac, e talvez por causa disso é muito charmosa. Como se a vila em si não fosse boa o suficiente a visão das ruinas que praticamente cercam a cidade (e podem ser vistas de qualquer lugar) dá mais charme ainda. Urubamba sinceramente é uma cidade feia, a única coisa que essa cidade tem a oferecer é que como é a maior cidade da região tem mais comodidades. Pisac também é uma boa opção, mas Ollantaytambo é muuuito melhor.
Uma dica para quem vai para Ollantaytambo é visitar as ruinas principais pela manhã, à tarde a pequena cidade lota de turistas vindos de Cuzco e você tem que ver as ruinas em fila indiana. Pela manhã é bem tranquilo, os grupos só começam a chegar de meio dia em diante.
Os ingressos custam 70 soles (parcial) e 130 soles (inteiro). O Parcial dá direito a visitar Ollantaytambo, Moray, Pisac e Chinchero. O Inteiro dá direito a visitar Ollantaytambo, Moray, Pisac, Chinchero, Centro Qosqo de Arte Nativo, Monumento Pachacuteq, Museo de Arte Popular, Museo Histórico Regional, Museo Municipal de Arte Contemporaneo, Museo de Sitio de Qoricancha, Pikillacta, Tipon, Saqsayhuaman, Qenqo, Pukapukara e Tambomachay. Uma dica é não comprar o bilhete turistico em Ollantaytambo, é engraçado mas quando você compra o bilhete em Ollantaytambo o parcial vale por 2 dias e o inteiro por 5 dias, mas se você compra em Cuzco o parcial vale só por 1 dia e o inteiro por 10 dias. Então o melhor é comprar o inteiro em Cuzco.
Uma coisa que poucos fazem é subir a Aracama Ayllu, montanha com algumas ruinas (foto abaixo) em frente as ruinas principais de Ollantaytambo. Podem ser visitada (e de graça), mas poucos vão pois (graças a deus) os guias não levam os turistas até lá. A subida não é para todos, não é muito difícil mas tem alguns trechos ruins (e eu não recomendo pra quem tem medo de altura). Sinceramente gostei mais das construções de Aracama Ayllu do que da fortaleza principal, vale muito a pena ir até lá, a vista é incrivel! Chamam as ruinas de Pincuylluna e recomendo ir à todas as três estruturas principais (caso vá leve bastante agua pois é uma subida cansativa, especialmente embaixo do sol forte do meio dia).
As ruinas de Pisac foram, depois de Machu Picchu, as melhores ruinas que visitei. O ideal é se programar para passar o dia todo lá, mas não vá com grupos, eles só visitam as ruinas perto da estrada, existem várias outras por lá. Mas essa é uma recomendação apenas para aqueles dispostos (e preparados) a fazer uma boa e bela caminhada (caso tenha medo de altura não recomendo, vários trechos beiram precipicios e a trilha é bem estreita). Existe a possibilidade de subir a pé, mas eu sinceramente não recomendo, o ideal é subir de carro e descer a montanha a pé (se bem que até descendo tem muita subida). É preciso um alto nível de preparo físico para subir a montanha (e leva cerca de 3 horas – ou mais). O ideal é que pegue um transporte até o topo (até as ruinas perto da estrada), são tantos os visitantes ali que é difícil chegar perto das ruinas de carro por causa da quantidade de veículos estacionados.
Depois de visitar essas ruinas mais “populares”, atravesse o portão de entrada de Pisac e siga o caminho, não tem como errar. Foi uma das trilhas mais bonitas que já fiz.
As ruinas que vai encontrar pelo caminho são de tirar o fôlego.
Ver a cidade lá embaixo tão pequenininha também dá bastante ânimo. A trilha acaba na praça principal onde tem o mercado de artesanato e alguns restaurantes.
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