Pegamos o trem para Machu Picchu em Ollantaytambo, os trens saem de lá com mais frequência do que de cuzco, são um pouco mais baratos e é mais fácil de achar bilhetes da estação de Ollantaytambo do que da estação de Cuzco. O trem deve ser reservado com bastante antecedência, um mês antes da minha viagem as passagens mais baratas já tinham se esgotado.
Vale a pena ressaltar que existem vagões para peruanos e vagões para turistas. Pela internet só estão à venda passagens nos vagões para turistas. Os peruanos podem comprar passagens bem mais baratas do que as nossas nas estações, não aconselho ninguém a tentar comprar a passagem do vagão peruano pois eles fazem controle de identidade para ter certeza que nenhum turista tentando dar uma de esperto pediu para um peruano comprar a passagem para ele.
Separei dois dias para visitar Machu Picchu. A maioria das pessoas diz que basta um dia para visitar Machu Picchu, a maioria dos turistas saem de cuzco cedo pela manhã, chegam a Machu Picchu Pueblo pelas 9 da manhã e lá pelas 3 dá tarde já estão voltando. É assim que a maioria dos tours opera. Tenho uma palavra para esses turistas: TROXAS.
É fisicamente impossível visitar Machu Picchu toda em um dia. Tudo que dá pra fazer nesses tours é visitar a parte baixa e tirar algumas fotos para dizer que esteve ali. Eu já sabia que precisaria de mais tempo para visitar MP, por isso reservei um dia e meio para isso (o ideal é 2 dias, mas os preços das passagens e o tempo que eu tinha não permitiram).
Chegamos em MP Pueblo meia noite, no dia seguinte pegamos o ônibus e subimos até as ruinas de MP. Vi algumas pessoas subindo a pé, mas não achei que valesse a pena chegar lá exauta, já que tem muita caminhada para fazer por lá mesmo. Minha programação era a seguinte, passar o primeiro dia passeando pela cidadela e arredores e no dia seguinte escalar o Huayna Picchu pela manhã e pegar o trem de volta para Ollantaytambo meio dia (eu queria pegar o trem das 3 ou 4 para ter um pouco mais de tempo, mas estava muito caro).
Assim que chegamos nas ruinas tiramos a foto que todo mundo tira de MP ( tenho que ressaltar que a quantidade de turistas tirando foto naquele ponto era grande) e seguimos para o lado que tinha menos turistas, pois essa é sempre a melhor opção. A cidadela estava cheia, por isso resolvi esperar para ver pela tarde quando a maioria das pessoas já teriam saido para pegar o trem de volta para Cuzco. Seguimos um caminho que nos levou a Inti Punku (fotos abaixo).
Inti Punku e Huayna Picchu são dois pontos de observação de MP em lados opostos, a diferença é que a trilha de Inti Punku não é de dar medo como a de Huayna Picchu.
Depois de um bom tempo caminhando chegamos a umas ruinas que pensei serem Inti Punku, me joguei no chão dando graças a deus de termos chegado... Ficamos um tempo sentadas alí apreciando a vista que tinhamos de Machu Picchu e percebi que ainda não haviamos chegado a Inti Punku (ainda não estavamos nem na metade). Levantamos e continuamos na trilha, já estava achando que não chegariamos nunca quando logo antes de uma curva encontramos alguém voltando (essa trilha é bem vazia, não se encontra muita gente pelo caminho) que nos deu a boa notícia que Inti Punku estava logo depois da curva…
Para terem uma noção do tanto que andamos dêem uma olhada nas duas fotos que tiramos lá em Inti Punku (acima e abaixo), dá para ver MP pequenininho depois da estrada em zigue-zague. Inti Punku é por onde o pessoal que faz a trilha Inka chega em Machu Picchu. Como não tive coragem de fazer a trilha me satisfiz com a mesma visão que eles tem quando chegam em MP.
Comi um sanduiche que levei na mochila lá em cima mesmo (é importante levar comida e bebida, o único lugar para comer lá fica antes da entrada, você tem que sair, comer e voltar o que é uma grande perda de tempo na minha opinião).
Depois decemos e fomos ver as ruinas de MP de perto, por volta de 1h já estava bem mais vazio e 3h já não tinha quase ninguém, quando saimos 5:30h (que é o horário do último ônibus), já não tinha mais ninguém, os ultimos sairam junto com a gente.
Eles deixam algumas Llamas pastando por MP para agradar os turistas.
No final do dia eu passei pelo funcionário que controla a entrada para Huayna Picchu (a entrada é controlada, só cerca de 400 pessoas por dia podem subir), fui perguntar qual o procedimento para subir no dia seguinte como havia planejado, e ele me deu uma má noticia: Eu não poderia subir… Os guias de viagens que li e os muitos sites que pesquisei na internet diziam a mesma coisa… para subir o Huayna Picchu, basta chegar cedo e entrar na fila. O funcionário lá me informou outra coisa, ele disse que para subir o Huayna Picchu é preciso fazer uma reserva e com muita antecedência. Eu me revoltei, passei a viagem e os dias que a precederam sonhando em subir a montanha, e aí descubro que não ia poder subir…
No ônibus de volta, conversando com um outro grupo, descobri que não era a única, varias pessoas tiveram a mesma informação que eu, que bastava chegar cedo e entrar na fila, e assim como eu todos eles ficaram sem subir. Fiquei tão chateada que nem voltei nas ruinas no dia seguinte, levantei mais tarde e fui dar uma volta na vila e na feira de artesanato (de todos os lugares que fui é definitivamente a maior feira de todas).
Uma dica para quem vai para MP é comprar o ingresso pela internet com antecedência. Ele custa 126 soles pela internet ou 140 soles para comprar em Machu Picchu Pueblo (e eles não aceitam cartão, então leve dinheiro). Não é vendido nas ruinas, tem que ser comprados antes de subir. Além do ticket quem não quiser subir a pé tem que pegar o ônibus que custa 15,50 dólares (ida e volta) e não 9 como está no guia. Recomendo reservar com antecedência pois encontrei alguns turistas que não conseguiram comprar o ticket de Machu Picchu.
Nossa próxima parada foi Cuzco… Primeiro resolvemos visitar as ruinas ao redor da cidade, fomos a Sacsayhuamán, Qenqo, Pukapukara e Tambomachay.
Depois fomos a área de San Blas, que é bem interessante. Tem um Museo del Coca lá com uma lojinha bem interessante, todos os produtos feitos com a folha de coca, com tudo que você possa imaginar (cerveja, bala, sabonete, shampoo, chocolate, biscoito, etc), é uma boa e engraçada lembrança para levar para os amigos (não se preocupe, esses produtos processados podem ser levados para outros países, só não dá para levar folhas e a farinha). Nos próximos dias ficamos andando por Cuzco e visitando algumas cidades ali por perto.
Usando cuzco como base fomos para Moray e as Salineiras, e para Chinchero. Todos valem a pena visitar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário